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Como funciona a dieta cetogênica?

Tem sido cada vez mais comum as pessoas buscarem seu bem estar através de hábitos de vida saudável, como dietas equilibradas e programas de atividade física regular. Para tal, alguns dos programas nutricionais tem sido de total importância destacando a Dieta Cetogênica (DC), usada como alternativa em programas de emagrecimento. Mas sua base de relevância científica está fundamentada nas situações clínicas de epilepsias de difícil controle, Alzheimer, Autismo, disfunções neurológicas, doenças cardiovasculares, entre outras. A Dieta Cetogênica (DC) é uma terapia fundamental clínica e metabólica, mais que nutricional para pessoas marcadas pela convivência com os sintomas dessas doenças. Para essas doenças a dieta é complementar ao tratamento medicamentoso de modo a evitar complicações, além de melhorar a qualidade de vida dos indivíduos.   

Aplicações da Dieta Cetogênica. Já ouviu falar? 

O nome pode não soar muito familiar, mas o termo “cetogênico” vem dos corpos cetônicos, estruturas celulares que se formam a partir da quebra das gorduras.

Falou sobre quebrar gordura todo mundo fica curioso, né? Mas é exatamente neste ponto que você vai se surpreender com essa dieta. Muito diferente das recomendações tradicionais, que tiram a gordura do prato, o funcionamento da dieta cetogênica usa e abusa das gorduras na rotina alimentar, lembrando que precisa ser devidamente orientada pelo profissional nutricionista. 

Ué, como assim? 

É isso mesmo! Você, provavelmente, já deve ter ouvido falar em “low carb”. Na tradução do inglês significa pouco carboidrato. Ou seja, uma dieta baseada no baixo consumo de carboidratos e no alto consumo de gordura.

A chave desta dieta está no consumo aumentado de gordura em detrimento do carboidrato como fonte calórica e, uma quantidade de proteína adequada para manter sua função plástica.  A dieta cetogênica é uma nutrição fundamentada na ingestão aumentada de gorduras.

Quais os alimentos ricos em gorduras ? 

A gordura, embora largamente taxada como prejudicial ou vilã das boas refeições, é um dos nutrientes necessários para a manutenção básica do organismo. Sendo assim, retirá-la totalmente da dieta não é uma opção saudável para o corpo. É preciso balancear o consumo optando pelas fontes corretas. São elas que irão garantir a presença de um nutriente importante para funções como obtenção de energia e resistência contra doenças cardiovasculares.

Você pode encontrar fontes adequadas de gorduras em alimentos como:

  • Peixes;
  • Óleos vegetais como óleo de linhaça e azeite de oliva;
  • Nozes; 
  • Abacate;
  • Manteiga (e não a margarina);
  • Ovos; 
  • Soja;

Você já ouviu falar em gordura em pó?

Aqui no Blog da GANuttrir nós já explicamos sobre as gorduras (insaturadas, saturadas ou trans). A maioria das gorduras adequadas para o organismo está no grupo das insaturadas, enquanto as do grupo das saturadas se encontram em menor quantidade. Já as gorduras trans são produções industrializadas que devem ser evitadas. 

A diferença entre consumir carboidrato e gordura para o metabolismo

A ingestão de carboidratos faz com que nosso corpo transforme esse nutriente em glicose, um açúcar simples (monossacarídeo) que é uma das principais fontes de energia. Já na corrente sanguínea, a glicose estimula nosso corpo a produzir insulina, um hormônio fabricado no pâncreas justamente para quebrar a mesma.  

Nosso sistema faz da glicose uma ótima fonte de energia, e, enquanto o nível de glicose está equilibrado, o corpo é capaz de fazer essa equação funcionar de maneira eficiente. No entanto, quando temos um alto consumo de carboidratos, nosso corpo precisa quebrar mais glicose, o que pode levar ao surgimento de problemas para a saúde como a Diabetes tipo 2, que é quando o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente.  

Portanto, seguindo a lógica desse sistema, enquanto a glicose é fonte essencial de energia, as gorduras seguem não sendo consumidas e permanecem ali acumuladas.

Todavia, existe um estado do nosso organismo conhecido como cetose. Trata-se de um processo natural do organismo para sobrevivência quando os níveis de consumo alimentício – fonte de energia – são muito baixos. A proposta da dieta cetogênica é justamente trabalhar em cima dessa condição, estimulando nosso corpo a entrar em cetose. 

A objetivo é “forçar” o corpo a produzir os corpos cetônicos posteriormente a quebra das gorduras e dessa forma gerar energia. Essa lógica funciona, e muito, quando a dieta é incorporada à rotina de maneira harmônica ao metabolismo de cada indivíduo. Para isso, é imprescindível que este estado de cetose seja orientado corretamente, pois o acúmulo de corpos cetônicos também pode ser prejudicial à saúde.

Tendo em vista essa harmonia, a Dieta Cetogênica é capaz de trazer inúmeros benefícios para quem a adota. Principalmente quando objetivo está relacionado à pacientes clínicos, como é o caso de crianças com epilepsia de difícil controle. Para elas a Dieta Cetogênica é considerada indispensável, pois há a comprovação de redução de mais de 50% das crises epilépticas.  

A dieta também atua na perda ou manutenção do peso, no controle do colesterol e do nível de insulina no organismo. Além disso, melhora as performances físicas e mentais, e aumenta a sensação de saciedade, diminuindo a fome.

O acompanhamento de um nutricionista ajuda na elaboração de uma orientação que atenda as demandas nutricionais, clínicas e metabólicas do indivíduo. Na Dieta Cetogênica Clássica, por exemplo, todos os alimentos precisam ser pesados, porém, nas suas variações como Atkins modificado, a conduta é diferente. Ou seja, somente o profissional poderá orientar o tratamento de forma adequada.

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